| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Furnariida |
| Superfamília: | Furnarioidea |
| Gray, 1840 | |
| Família: | Dendrocolaptidae |
| Gray, 1840 | |
| Subfamília: | Sittasominae |
| Ridgway, 1911 | |
| Espécie: | D. atrirostris |
O arapaçu-pardo-de-mato-grosso é uma ave Passeriforme da família Dendrocolaptidae.
Foi recentemente separado do arapaçu-pardo.
Seu nome científico significa: do (grego) dendron = árvore; e do (latim) cinclus = tordo, sabiá; esta palavra tem origem no (grego) kinklos = pássaro não identificado; e do (latim) ater= preto e rostris= bico ⇒ (Ave das) árvores, não identificada de bico preto.
É muito parecido com o arapaçu-pardo e os outros do “complexo fuliginosa”, porém possui uma plumagem mais enferrujada, com a sobrancelha muito marcada, de mandíbula pálida e coroa com estriados conspícuos. A população do alto Xingu, no Mato Grosso, aparentemente possui a plumagem mais esverdeada.
Se alimenta basicamente de artrópodes e invertebrados, além de besouros, gafanhotos entre outros. Os procura nos troncos, nos galhos e as vezes em correições junto de outras espécies.
Nada se sabe sobre seu comportamento reprodutivo, mas deve ser semelhante àquele do arapaçu-pardo.
Vive em matas úmidas, principalmente as de terra firme, quase sempre em seus interiores e algumas vezes em suas bordas. É bem menos comum em matas alagáveis. Fica normalmente no sub-bosque e estrato médio das florestas.
É quase endêmico do Brasil, ocorrendo no sul do Rio Amazonas, do oeste do Rio Tapajós e Teles Pires, passando pelo sudoeste amazônico (nos estados do Mato Grosso, Pará, provavelmente sudeste do Amazonas e Rondônia), até o sudeste do Peru e Bolívia.